Pico de amónia: as primeiras 24 horas
Amónia acima de zero é a única medição do hobby que justifica largar tudo. Aqui está a ordem das operações.
A amónia (NH₃/NH₄⁺) é produzida continuamente pelos peixes, pela comida que se decompõe e por qualquer matéria orgânica no aquário. Num aquário ciclado é consumida em horas. Uma medição de 0,25 ppm onde era 0 indica que o consumo ficou atrás da produção — não que o aquário esteja a morrer.
Passo 1 — confirme a medição
Teste outra vez antes de agir. Tiras e tubos contaminados dão falsos positivos com frequência suficiente para que uma única medição não seja prova. Enxague o tubo com água do aquário, use uma tira nova e confirme a validade do reagente. Se o segundo teste concordar, avance.
Passo 2 — troca de água dimensionada pela medição
| Amónia | Ação | Observações |
|---|---|---|
| 0,25 ppm | Troca de 25–30 % | Volte a testar em 12 horas. Muitas vezes é filtro ou alimentação. |
| 0,5 ppm | Troca de 50 % | Pare de alimentar durante 48 horas. Acrescente uma pedra difusora. |
| 1,0 ppm | 50 % agora, mais 30–50 % em 6–12 h | Considere mover os animais temporariamente. |
| 2,0 ppm ou mais | 50 % agora, depois 30–50 % por dia | É uma emergência. A amónia ataca as brânquias. |
Uma troca de água fria em plena crise acrescenta um segundo fator de stress. Iguale a temperatura com um ou dois graus de diferença, dose o acondicionador para o volume total do aquário (não apenas para o volume trocado) e verta devagar — uma troca de 50 % que remexe o substrato pode libertar mais amónia do que aquela que remove.
Passo 3 — não limpe o filtro
A vontade é limpar tudo. O filtro é precisamente o que o mantém vivo. Não lave a massa em água da torneira, não troque os elementos filtrantes e não faça “limpeza a fundo” do substrato durante um pico. Estaria a remover as bactérias que já estão em dificuldade.
Passo 4 — pare de alimentar, mantenha o oxigénio
Os peixes sobrevivem vários dias sem comida com muito mais conforto do que com amónia. Pare de alimentar durante 48 horas — é a maior fonte nova de amónia que desaparece. Aponte uma bomba de circulação ou uma pedra difusora para a superfície: a toxicidade da amónia sobe com pH e temperatura altos, e o oxigénio ajuda os animais a aguentar. Não suba o pH durante um pico: isso converte o amónio em amónia livre, mais tóxica.
Passo 5 — encontre a causa e registe-a
- Excesso de alimentação, ou comida que afundou e nunca foi comida — de longe a causa mais comum.
- Um peixe, caracol ou camarão morto escondido atrás da decoração.
- Massa filtrante trocada, ou lavada em água da torneira, nas últimas duas semanas.
- Lotação acrescentada depressa demais para as bactérias acompanharem.
- Um medicamento que suprimiu o filtro biológico — muitos antibacterianos fazem isso.
Depois escreva. Registe a medição, o volume trocado e a causa suspeita em o registo de testes. Os picos de amónia repetem-se no mesmo aquário pelo mesmo motivo mais vezes do que acontecem uma só vez — e o segundo é muito mais fácil de detetar se o primeiro estiver documentado.
Perguntas frequentes
0,25 ppm de amónia é perigoso?
Os “bloqueadores” ou detoxificantes de amónia funcionam?
Devo acrescentar bactérias engarrafadas?
Como ciclar um aquário novo (sem peixes, dia a dia)
O que acontece de facto durante o ciclo do azoto, quanto tempo dura cada fase, as medições que dizem em que ponto está e quando é seguro colocar peixes.
LerCom que frequência se deve trocar a água do aquário?
Intervalo e volume por tamanho do aquário e lotação — mais a matemática do nitrato que transforma “uns 25 % por semana” numa rotina que se justifica com os seus próprios números.
LerA próxima troca de água já está na agenda
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